Connect@ADP

Partnering with a more human resource

Felicidade no trabalho: Quanto custa um funcionário infeliz?

Publicado Por: ADPLatAm on 2 fevereiro 2017 in Gestão do Capital Humano, Non classé

Compartilhe Share on LinkedInTweet about this on TwitterShare on Facebook

US$ 300 bilhões por ano de acordo com a Gallup-Healthways. O estudo “Índice de Bem-Estar” mostra ainda que as pessoas estão cada vez mais descontentes com seus gerentes, colegas e ambiente de trabalho, além de confirmar o senso comum de que um funcionário infeliz resulta em aumento de faltas ou em presença no trabalho mas com a mente em outro lugar, levando a uma menor produtividade e um trabalho de qualidade inferior e que impede a felicidade no trabalho.

A perda de produtividade não é a única consequência. Segundo a Society for Human Resource Management (SHRM), o aumento na rotatividade de funcionários gera um custo que alcança 100% a 300% do salário base dos funcionários desligados recentemente.

Em contrapartida, segundo um estudo sobre felicidade dos funcionários conduzido pela University of Warwick (Reino Unido), funcionários emocionalmente saudáveis e amparados são mais produtivos e produzem 12% a mais do que a média dos trabalhadores, enquanto funcionários descontentes são 10% menos produtivos. 

Mas o que é felicidade no trabalho?

Diversos estudos tentam entender quais aspectos são mais relevantes para que alguém se sinta feliz no trabalho. Usualmente encontramos referências ao senso de pertencer a algo maior, encontrando um propósito para o trabalho, sentindo que sua contribuição é relevante e que seus colegas de trabalho o respeitam e admiram. Mas como transformar isso em prática?

Um relatório apresentado pela Globoforce sobre o “controle do humor no trabalho” mostra o quanto é importante garantir que os funcionários sintam-se apreciados. Segundo a pesquisa, 69% dos funcionários afirmam trabalhar com mais afinco quando se sentem reconhecidos por suas conquistas, independentemente de serem pequenas ou grandes vitórias.

Outro estudo realizado pela Net Impact-Rutgers University mostra que 88% dos funcionários acreditam que além de importante, é imprescindível ter um equilíbrio entre trabalho, aliado a uma atmosfera positiva e vida pessoal.

Em levantamento do Jobsite UK, 70% dos participantes afirmam que nutrir amizades no trabalho cria uma influência positiva na própria produtividade e felicidade.

Um levantamento da Gallup, nos fala que enfocar e fortalecer os pontos fortes de cada um dos funcionários pode duplicar a quantidade de trabalhadores satisfeitos.

Como o RH pode ajudar?

636x215_mrbean

O RH pode e deve atuar sensibilizando e direcionando a gestão, monitorando a situação e catalisando as ações. É fundamental reduzir o tempo e esforço gasto em atividades burocráticas e transacionais e focar em um papel mais estratégico, como ajudar os gerentes e supervisores a compreenderem a importância da felicidade, não como algo soft, “bonitinho”, mas como uma efetiva ferramenta de aumento de performance da empresa.

De forma mais prática, podemos dizer que é um processo usual de gestão: Tudo começa já na seleção de novos funcionários, garantindo o alinhamento cultural e situacional entre candidatos e empresa. Nos primeiros dias, devem-se alinhar as expectativas e esclarecer normas de relacionamento, muitos delas não tão explicitas em manuais; fazer uma pesquisas de clima também é importante, pois, fornece feedback aos gestores se as práticas estão efetivamente surtindo efeito, completando o ciclo e garantindo planos de ações sérios e bem elaborados para corrigir os rumos.

Ou seja, nada diferente do que se espera de gestores, talvez a única “novidade” seja incluir a “gestão da felicidade” como algo estratégico e relevante para o sucesso de longo prazo de qualquer organização.

O resultado

As estatísticas dizem muito sobre a felicidade no trabalho, seus efeitos na produtividade e nos resultados pessoais. É por isso que bons líderes de RH prestam mais atenção à criação de uma atmosfera de trabalho que conduza à satisfação também dos colaboradores de suas empresas. E sim, implementar mudanças pode necessitar de algum investimento, mas não se trata de custo, pois se os resultados das pesquisas forem confiáveis, a recompensa será um aumento real e mensurável do valor da organização.

Escrito por Breno Madeira

Foto: Playbuzz

Foto: 4.bp.Blogspot

(Visited 514 times, 1 visits today)
Compartilhe Share on LinkedInTweet about this on TwitterShare on Facebook

TAGS: felicidade nos trabalho produtivdade recursos humanos RH

Publique uma resposta

Deixe uma resposta

Fill in your details below or click an icon to log in: