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O colaborador do futuro precisa ‘impor sua voz’ no ambiente de trabalho, aponta o autor Jacob Morgan

Publicado Por: ADPLatAm on 14 June 2017 in Gestão do Capital Humano, Non classé

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Com a chegada das novas gerações ao mercado de trabalho, muito se tem falado sobre como o futuro impactará a rotina das empresas, os novos desafios dos gestores e, também, o departamento de Recursos Humanos.

 

A ADP tem colocado essa questão em pauta, em especial após o lançamento da pesquisa Future of Work, em 2016. E, para colaborar com seu discurso, o autor de três best-sellers, incluindo o livro “The Future of Work: Attract New Talent, Build Better Leaders, and Create a Competitive Organization”, orador e futurista Jacob Morgan respondeu a algumas perguntas a convite do blog.

 

Na conversa, ele abordou como as cinco tendências que basearam sua obra: “globalização”, “mobilidade”, “mudanças demográficas”, “tecnologia” e “novos comportamentos”, têm mudado a cultura das empresas no mundo, e qual é o papel dos colaboradores nessa verdadeira revolução dentro das companhias.

 

Confira, abaixo, os principais pontos da conversa.

 

ADP: O tópico “futuro do trabalho” não é muito discutido no Brasil devido a nossa legislação trabalhista. Mas como você analisa o mercado global atualmente? Quais são as tendências que tendem a se tornar uma realidade de maneira mais ágil em alguns continentes, e as que aparecerão com mais atraso em outros?

Jacob Morgan: Em meu primeiro livro, “O Futuro do Trabalho”, explorei cinco tendências que são relativamente consistentes independentemente de onde você esteja. Elas são: globalização, mobilidade, mudanças demográficas, tecnologia e novos comportamentos. Cada organização tem que encarar esses tópicos. E, mesmo que elas sejam consistentes, pode haver diferenças nas maneiras pelas quais cada uma é abordada pelas corporações. Por exemplo, discussões sobre automação podem ser, talvez, mais predominantes e adiantadas no mercado internacional do que no Brasil.

 

Como você vê as tendências afetando a cultura organizacional dos ambientes de trabalho?

JM: A maneira pela qual as organizações decidem responder a essas cinco tendências que mencionei é o que impacta sua cultura. E, quando penso em cultura, lembro dos efeitos colaterais de se trabalhar para uma organização – esses são os mesmos efeitos que experimentamos quando usamos uma droga, como por exemplo ganho de peso, náusea, elevados níveis de stress etc. Esses efeitos, por outro lado, também podem ser positivos e incluir questões como sentir um senso de propósito, curiosidade, pertencimento e etc.

 

Com base em sua obra, o “colaborador do futuro” terá diferentes perspectivas, já que além de compreender seu papel nos negócios, ele também pode identificar o de seu superior e até construir um propósito para o trabalho em si. Em sua opinião, quais são os benefícios dessa nova visão?

JM: Isso altera a perspectiva de uma atuação passiva para uma ativa. Um colaborador passivo enxerga sua situação como algo que o impacta e sobre a qual não tem um controle; um colaborador ativo, entretanto, modela seu ambiente. Ao entender seu papel e o de seu superior, esse empregado pode auxiliar a melhorar esse relacionamento.

 

O livro “The Future of Work” é baseado nos cinco tópicos principais que você citou. Portanto, a partir deles, o que você considera que já seja uma realidade e o que ainda é embrionário no ambiente de trabalho?

JM: Esse livro é focado em três ambientes: cultura, tecnologia e espaço físico. Todas as coisas as quais falo sobre já são uma realidade e estão impactando a maneira pela qual um trabalho é realizado. O que não é necessariamente uma realidade é o fato de todas as organizações estarem dando os passos corretos para terem certeza de que estarão aptas a se adaptar a essas mudanças.

 

O que você acha sobre a mentalidade dos novos colaboradores quando abordam a troca de gestores ou até mesmo o escopo de problemas relacionados ao trabalho?

JM: Acredito que isso dependa do que você quer dizer. Essa questão é muito generalizada e pode ter diferentes ângulos. Conforme mencionei anteriormente, os colaboradores precisam desempenhar um trabalho mais ativo para moldar as próprias experiências no trabalho ao invés de assumirem que tudo será feito por eles. Não podemos mais nos apoiar em nossas organizações, ou nas instituições de educação, para nos dar todos os recursos que precisamos para sermos bem sucedidos. Os empregados precisam “aprender a aprender” e impor sua voz no ambiente de trabalho!

 

Conheça mais sobre o trabalho do autor aqui.

 

 

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TAGS: ambiente de trabalho FOW future of work futuro futuro do trabalho Jacob morgan trabalho

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