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Os millennials em busca de identidade: adaptada à crise, geração Y se afirma no mercado

Publicado Por: ADPLatAm on 11 maio 2017 in Notícias & Eventos

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Millennials

Clichês acerca do comportamento dos jovens que iniciaram a carreira neste novo milênio não se confirmam na prática

Matéria de: ZH.clicrbs

Os millennials em busca de identidade: adaptada à crise, geração Y se afirma no mercado

Com a geração que nasceu do início da década de 1980 até o começo dos anos 2000, veio uma série de rótulos baseados em enxurradas de pesquisas quantitativas. A chamada geração Y foi retratada como uma promessa, mas também como um desafio para o mercado. Em 2020, especula-se que 35% da força de trabalho do mundo será composta por adultos crescidos nesse período.

Apesar de terem acesso ao Ensino Superior, eles estariam malpreparados e não saberiam lidar com frustrações. Seriam narcisistas e hedonistas, não aceitando hierarquias e querendo tudo de imediato, já que se acostumaram com a rapidez da internet. Precisariam de constante feedback, mudando de emprego com facilidade. Isso estaria transformando radicalmente o mercado de trabalho. Os millennials, frequentemente descritos assim, são da geração que precisaria de chefes especialmente preparados para liderá-los.

O termo millennial não surgiu nos anos 2000; há registros anteriores do uso da palavra. Publicado em 1992, o livro Generations: The History Of America¿s Future, 1584 – 2069 (em tradução literal, “Gerações: A História do Futuro dos EUA”), de William Strauss e Neil Howe, já usava a expressão para descrever a geração de norte-americanos que nasceram entre 1982 e o ano 2000. O termo pegou.

Hoje, os millennials estão crescidos. Esses jovens, os primeiros a terem o domínio total das tecnologias de consumo, atualmente vivem em um cenário pouco favorável para o início do desenvolvimento profissional, dada a crise econômica do Brasil. E o mercado de trabalho, ainda que passe por constantes transformações devido à tecnologia, continua funcionando sob processos tradicionais corporativos adquiridos há décadas.

Entender as características de um grupo tão heterogêneo é o que diversas publicações e pesquisas tentam fazer. Um exemplo: no site da Amazon americana, em uma pesquisa de livros com o termo “millennials”, mais de 4 mil resultados aparecem. O primeiro na lista descreve-se como um “guia para aprender a trabalhar com essa geração”. Outro propõe-se a preparar o leitor para um futuro “ridiculamente otimista” com os millennials no comando.

Mas as expectativas que essa geração tem em relação ao trabalho não são surpreendentes ou exageradas, diz Márcia Almström, diretora de Recursos Humanos do ManpowerGroup, empresa recrutadora de profissionais. Ela avalia que a maioria dos trabalhadores – sejam eles millennials ou não – também deseja mais tempo livre, possibilidade de crescimento e bom salário:

– A grande diferença do jovem de hoje, profissionalmente falando, é que ele traz para a pauta a ideia de fazer o que se gosta, abrindo essa discussão, já que outras gerações eram mais submissas ao modelo corporativo instituído.

Porém, a geração que foi retratada como aquela que priorizaria a qualidade de vida ao escolher um emprego rendeu-se às oito horas diárias, ou até mais. No Brasil, as pessoas entre 18 e 35 anos trabalham em média 45 horas por semana, o mesmo que os jovens dos EUA e da Noruega. Ao redor do mundo, 26% dos millennials têm mais de um emprego, segundo dados do estudo Millennial Carreers, da ManPowerGroup.

– Há quebras de paradigmas. Todo mundo fala em descomprometimento, mas, pelos números, essa geração trabalha muito, até mais do que as gerações anteriores – diz Márcia.

Veja matéria completa em: ZH.clicrbs

 

 

 

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TAGS: crise geração y millennials

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