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Precisamos falar sobre (e com) os Millennials

Publicado Por: ADPLatAm on 18 October 2016 in Gestão do Capital Humano, Non classé

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O que mudará no mercado de trabalho daqui a 10 ou 20 anos?  O mercado de trabalho hoje tem quatro gerações atuantes. Olhe aí na sua empresa e você provavelmente terá funcionários, ou colegas de trabalho que se encaixam nessas características. Temos os Baby Boomers (nascidos entre as décadas de 1940 e 1960), a Geração X (nascida de 1960 a 1980), a Geração Y (de 1981 a meados dos anos 90) e a Geração dos Millennials (pós 1990). Isso, é bem verdade, não é muito novo. Mas o que muda num futuro próximo?

O período que nós estamos passando é o da transição, e a perspectiva é de que em 10, no máximo 20 anos os Millennials sejam cerca de 60% da força de trabalho no mundo todo. Sim, precisamos nos preparar para isso. O Gerente Sênior de Marketing e Estratégia Latam John Mackenzie explica “É um choque de realidade. A cultura de grandes corporações americanas e europeias foi construída pelos Baby Boomers e pela Geração X. Uma empresa hoje em dia dificilmente revisa esses valores, atualiza a parte cultural, a missão da empresa de uma maneira constante, isso sempre demora muitos anos para ocorrer”.

Tanto a Geração Baby Boom quanto a X pegaram o grande crescimento das economias mundiais e boa parte dos avanços tecnológicos do Século XX e XXI, mas são pessoas profissionalmente mais conservadoras, que arriscam menos. “Eles acreditam que trabalhar numa multinacional é fundamental, têm uma visão de que é preciso trabalhar muito e muito duro para poder crescer na carreira, ser bem sucedido no emprego e ser valorizado no ambiente de trabalho”, comenta John.

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Foto: Curseduca

Essas duas gerações buscavam, e ainda buscam, estabilidade e segurança e hoje isso soa ultrapassado para parte da Geração Y e principalmente aos Millennials. John define, “A Geração Y já começa a não ter o desejo de ter uma casa própria, constituir uma família, ter dois filhos, permanecer por muitos anos na empresa e ter estabilidade profissional. Já não é mais aquele perfil de família americana que se estabeleceu no mundo inteiro”.

De forma prática e simples, John explica a situação. “Essa mudança de parte da Geração Y e principalmente dos Millennials está desde a contratação. As pessoas buscam trabalhar num ambiente em que elas tenham autonomia, elas querem que a empresa dê espaço para que elas possam praticar o ócio criativo. Por exemplo, tivemos casos aqui de analistas que foram entrevistados e perguntaram “Ah, mas eu posso pegar parte do meu tempo para me dedicar a outro projeto para a empresa, inclusive? Se eu tiver estressado, tem uma academia dentro da empresa que eu possa usar pra correr, colocar um short e depois tomar um banho e voltar ao trabalho?”.

O executivo revela que muitos profissionais, inclusive, abriram mão de um salário bom e estabilidade em uma multinacional para terem mais autonomia no ambiente de trabalho. John afirma. “O que essa geração quer está muito voltado à liberdade, a trabalhar com coisas que façam sentido pra ela, ela quer poder investir em projetos pessoais ou para a empresa no tempo de trabalho. Ele quer usar a tecnologia a seu favor para, por exemplo, se não estiver bem, trabalhar de casa”.

Millennials

Foto: Exame

Dito tudo isto, é preciso avisar uma coisa. As relações de trabalho vão mudar e as empresas precisam se preparar para receber esse grupo que chega com alto impacto no ambiente profissional. “Os Millennials não acreditam muito em hierarquia, não acreditam muito em hard working, eles acreditam em processos que funcionem e pessoas no lugar certo fazendo as coisas corretas. É uma geração que já tem essa visão muito enraizada”, explica John. E acredite, essa visão tem inspirado profissionais mais velhos. John comenta. “Os Millennials estão influenciando as outras gerações no sentido de trabalhar para um propósito firme, claro e muitas vezes alinhado a alguma aspiração pessoal, essa geração acaba inspirando as outras a buscarem o mesmo. Além disso, eles têm ensinado as gerações anteriores a serem menos rígidas, a levar as coisas de uma maneira mais despojada, sem tanta regra, sem tanta formalidade. É uma geração mais leve e que busca um equilíbrio pessoal e profissional muito grande”.

Geração Millennial

E agora? Como se preparar para o futuro próximo em que os Millennials invadirão o ambiente de trabalho? John traz algumas soluções. “Eu acredito que as empresas vão ter que mudar, as políticas de recursos humanos”. Segundo a pesquisa realizada pelo ADP Research Institute, a necessidade no ambiente de trabalho mais universal e abrangente – a necessidade de liberdade – sem dúvida aumentou o desejo dos profissionais do mundo todo de definir os próprios cronogramas, trabalhar remotamente em qualquer lugar que quiserem e fazer a maior parte do trabalho usando um dispositivo móvel.

Neste mesmo estudo, conclui-se que “a maioria das pessoas na América Latina – muito mais que em outras regiões – acredita que a tecnologia já está criando oportunidades para conexões mais profundas, transpondo barreiras de distância e tempo”. Além disso, “mais da metade dos entrevistados na América Latina acredita que os profissionais já podem escolher trabalhar remotamente em qualquer lugar do mundo, e estão muito mais propensos que os profissionais da América do Norte e da Europa a sentirem um grande impacto disso”.

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A verdade é que não há uma saída apenas, mas o diálogo será muito importante. Será preciso olhar para esse jovem profissional, decifrá-lo e tentar aprender com ele. O futuro já bateu na porta e vamos para mais um grande desafio.

Para saber mais sobre esse e outros assuntos, fique ligado. Na primeira semana de novembro a ADP juntará grandes nomes do mercado de trabalho para debater essa e outras questões. Opine, comente e fique de olho nas novidades.

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TAGS: Geração Millennial

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