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Partnering with a more human resource

Recursos Humanos como produtor de conhecimento organizacional

Publicado Por: ADPLatAm on 22 fevereiro 2017 in Gestão do Capital Humano, Non classé

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A área de recursos humanos vem conquistando importantes mudanças ao longo dos anos. Se hoje o executivo de RH ainda é visto dentro de um escopo tático-operacional, o caminho é de transição. É visível a demanda para que esse profissional atue como um gestor de pessoas e, a partir disso, reúna a sensibilidade necessária para entender a estratégia organizacional e as intervenções que lhe cabem para apoiar a organização.

Essa mudança de conduta reforça o lugar de inovação do próprio setor. Cada vez mais munido de dados e informações importantes, o RH vem se integrando aos negócios das empresas. Antônio Salvador, VP de Recursos Humanos do Grupo Pão de Açúcar, observou durante sua participação no Summit The Future of Work – 2016 que o acúmulo dos últimos anos permite que a área se coloque atualmente no mesmo patamar de departamentos financeiros e de suprimentos.

Recursos Humanos como laboratório

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Foto por RH Portal

Essa ascensão se dá principalmente por conta de uma mudança de concepção: os RHs estão se lançando sobre tarefas mais qualitativas, capazes de produzir dados e conhecimentos relevantes sobre a cultura organizacional das empresas.

Um exemplo disso são as análises de informações sobre os colaboradores possíveis a partir de recursos como o People Analytics, ferramenta que já é defendida por especialistas da área como uma das principais peças de investimento para as empresas na atualidade e no futuro.

“Basicamente, a ferramenta possibilita o acesso a uma base de dados, além do cruzamento de diversas informações que podem gerar análises ou ainda indicar conclusões ou tendências”, explica Mariane Guerra, VP de Recursos Humanos da ADP.

Ela conta que na empresa em que atua, por exemplo, os indicadores compõem muito bem com algumas tomadas de decisão estratégicas. “Por exemplo, a partir desses dados eu consigo ver se estou contratando muitas pessoas de uma determinada formação, o que não é bom para o negócio, já que é preciso ter diversas perspectivas e possibilidades de olhares para gerar inovação.”, explicou.

Entender como e por que os colaboradores trabalham virou um artifício para que as empresas saibam onde colocar o seu foco, melhorar aspectos e evitar desgastes dentro da cultura corporativa. A diretora de RH da Red Bull, Deborah Abi-Saber, também reconhece uma possibilidade assertiva a partir do uso da ferramenta.

“Antigamente, o RH sofria com informações subjetivas. Hoje, pela gama de informações que a gente tem, é possível focar no que de fato é importante, e também manter-se mais atualizado sobre o que acontece dentro da empresa.”, avalia.

Alguns especialistas apontam que esta é uma tendência para as organizações. Em artigo, o blogueiro Jacob Morgan, autor do best-seller e co-fundador da Future of Work Community defende que as empresas atuem mais próximas a laboratórios do que fábricas, enfatizando a importância de produzirem conhecimento sobre si mesmas.

Em outras palavras, quanto mais a empresa evolui em seus processos, mais alinhada será a sua atuação com as expectativas do trabalho no futuro.

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TAGS: FOW

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