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Desafios Gerenciais do Século XXI e o capital Humano

Publicado Por: ADP LATAM on 2 agosto 2017 in Gestão do Capital Humano, Inovação e Tecnologia

Série Peter Drucker I

O escritor e consultor austríaco Peter Drucker foi um dos mais reconhecidos pensadores do fenômeno dos efeitos da globalização na economia, da administração moderna e da forma como as pessoas são tratadas nas organizações. Tanto que seu livro Desafios Gerenciais para o Século XXI, de 1999, já chamava a atenção para questões como estratégia competitiva, liderança, criatividade, trabalho em equipe e tecnologia e ainda hoje é reconhecido por gestores, empresários e estudiosos como um marco da administração moderna.

 

Os desafios apontados no livro de 18 anos atrás obviamente já são identificados, discutidos, analisados, entretanto, será que já são práticas comuns nas empresas? “Aqueles que trabalham nesses desafios hoje e se preparam para os novos desafios serão os líderes e dominarão o amanhã”, profetizava Drucker. “Os que esperarem até que esses pontos tenham se tornado, de fato, questões quentes provavelmente ficarão para trás. Talvez nunca se recuperem.”

 

A obra está dividida em seis capítulos e vamos resumir aqui no Blog alguns temas que tratam o tema Capital Humano, a partir de um resumo realizado pela HSM Experience. Acompanhe nossa série sobre Peter Drucker e os Desafios Gerenciais para o Século XXI, com foco no RH.

 

Gestão de pessoas como atividade de marketing e os desafios gerenciais

Em seu livro, Drucker enfatiza que não há área em que as hipóteses tradicionais básicas sejam mantidas com tanta firmeza como na do gerenciamento e da relação entre pessoas. Ele lembra que não há uma única maneira correta de gerir as pessoas já que grupos diferentes de trabalhadores devem ser gerenciados de maneiras diferentes e em ocasiões diferentes.

 

O escritor defende a ideia de que cada vez mais os ‘empregados’ precisam ser gerenciados como ‘parceiros’. E como parceiros eles precisam ser persuadidos e não ordenados. Com isso o gerenciamento de pessoas  passou cada vez mais a ser um trabalho de marketing. Em marketing o questionamento sai do que queremos para tentar entender “O que quer a outra parte? Quais são seus valores? Quais são suas metas? O que ela considera resultados?”. Drucker declara que “As pessoas têm de conhecer e compreender a estrutura organizacional na qual se espera que trabalhem”

Em seu livro, Drucker revê os seguintes conceitos amplamente aplicados: 

  • “Empregados” e “subordinados”. As pessoas que trabalham para uma organização ainda podem ser, na maioria, empregadas dela, mas uma crescente minoria não é mais composta de funcionários. Esses indivíduos trabalham para uma empresa terceirizada, são contratados em regime temporário ou são trabalhadores em período parcial. Cada vez mais, são profissionais autônomos que trabalham por um período contratual específico. Isso vale para as pessoas mais bem informadas e, portanto, as mais valiosas para a empresa.

São, em escala crescente, os “trabalhadores do conhecimento”, não subordinados, mas “associados”. Terminado o tempo de aprendizado, eles precisam saber mais sobre seu trabalho do que o próprio chefe; caso contrário, serão desnecessários.

 

Drucker acredita que o ponto de partida é gerenciar para o desempenho. Trata-se de uma redefinição de resultados. A meta é tornar as forças e o conhecimento de cada pessoa produtivos. “Talvez a produtividade do trabalhador do conhecimento se torne o centro do gerenciamento de pessoas, assim como o trabalho na produtividade do trabalhador braçal tornou-se o centro do gerenciamento de pessoas há cem anos”, explica. Isso exige uma hipótese muito diferente: pessoas não são gerenciadas, mas lideradas.

 

  • Novo paradigma: empreendedorismo, gestão e desempenho. Um empreendimento, uma empresa ou qualquer outra instituição que não inove nem se empenhe em espírito empreendedor não sobreviverá por muito tempo. Portanto, gerenciamento e espírito empreendedor são duas dimensões diferentes da mesma tarefa. “Um empreendedor que não aprender a gerenciar não durará muito, assim como uma gerência que não aprender a inovar.”

A gerência existe para o bem dos resultados de uma empresa juntamente com as pessoas. Ela é que vai tornar a instituição capaz de produzir resultados fora dela mesma. E isso requer um novo paradigma: a preocupação da gerência e sua responsabilidade são tudo o que afeta o desempenho da empresa e seus resultados sob o controle da instituição ou totalmente além dele.

“Não é possível criar o amanhã, a menos que se jogue fora o ontem” 

Foto: Romanhol

TAGS: adp Blog capital humano Confira Desafios escritor HSM Livro Peter Drucker RH Série

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