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Trabalho remoto: como as empresas estão lidando?

Publicado Por: ADPLatAm on 29 November 2016 in Gestão do Capital Humano, Non classé

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Dados da pesquisa The Future of Work revelam que 77% dos profissionais acreditam no home office como uma dinâmica de trabalho válida

No bojo das inovações necessárias para que a área de RH atenda as demandas das novas gerações de profissionais está o trabalho remoto. Dados levantados pela pesquisa The Future of Work – realizada pela ADP Research Institute – e compartilhados durante o Summit The Future of Work 2016 – aferem que 77% dos profissionais acreditam que poderão trabalhar remotamente a partir do uso de dispositivos móveis.
Parte integrante de toda uma mudança comportamental mais ampla e que tem como norte a autonomia, a expectativa se molda também a partir da experiência pessoal da maioria das pessoas – que passa grande parte do tempo conectada – e revela ao atual mercado de trabalho um cenário bastante desafiador do ponto de vista da gestão.

“O fato de você ter tecnologias que facilitam o trabalho de casa permite que as pessoas planejem os seus horários; e a ideia é que se elas acessam uma coisa a qualquer hora do dia, também podem trabalhar na mesma frequência”, entende Silvia Bassi, Diretora Executiva e Publisher da IDG Now.

Do lado das empresas, as respostas a essas demandas aparecem no campo da experimentação. Líderes de RH vêm protagonizando um esforço de rever as políticas internas das empresas e entender até onde é possível flexibilizá-las sem que haja impactos no nicho de atuação das companhias.

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Foto por Huffington Post

A IDG Now, por exemplo, possibilita aos jornalistas de sua redação trabalhar dois dias da semana de casa. “Isso é possível porque eles são produtivos de lá, não pegam trânsito, conseguem acordar mais cedo e muitas vezes passam até mais tempo trabalhando, já que dispõem de ferramentas disponíveis a todo o tempo.”, explica Silvia Bassi.

A mesma dinâmica já não se aplica totalmente ao Grupo Pão de Açúcar, como frisa o VP de Recursos Humanos Antônio Salvador. “Fica difícil implementar um modelo virtual quando se tem um cliente indo à sua loja.”, comenta, mencionando as duas mil unidades presentes em todo o país, e o total de 137 mil funcionários. No entanto, a empresa vem testando formatos de trabalho mais flexíveis com as áreas administrativas.

A VP de Recursos Humanos da ADP, Mariane Guerra, também reconhece que o modelo home office depende da natureza do trabalho exercido. A gestora conta que embora tenha funcionários que operem 100% no modelo, a prática não é uma realidade em toda a companhia. “Tem gente que precisa estar na empresa presencialmente, cumprir horário, atender cliente. A nossa atuação, nesse sentido, tem sido buscar alternativas transitórias que compensem essa dinâmica, como horários mais flexíveis e bancos de horas remunerados com folgas semanais.”, conta. A gestora entende que é fundamental que as medidas sejam válidas do ponto de vista legal, para que o negócio não seja colocado em risco.

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Foto por Brasil Econômico

Por fim, as empresas têm cada vez mais a necessidade de buscar o equilíbrio entre as demandas dos colaboradores e as reais necessidades do negócio. Para reconhecer as dinâmicas de trabalho possíveis, é necessário olhar para suas rotinas e, em caso de flexibilização, garantir aos funcionários um conjunto de ferramentas que permita recriar uma estrutura parecida com a da base de trabalho, com o diferencial do conforto do lar.

O cenário, no entanto, não projeta desafios somente às empresas. Em contextos mais flexíveis, torna-se ainda mais fundamental que o colaborador reúna habilidades como organização e capacidade de solucionar problemas.

O desafio está lançado!

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TAGS: FOW

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